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Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

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MARCA SUÍÇA COM TECIDO PORTUGUÊS LANÇA ROUPA 100% BIODEGRADÁVEL

Mäyjo, 03.10.15

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A marca de roupa suíça Freitag lançou uma nova linha 100% biodegradável, que pode ser enviada para compostagem devido à ausência de botões, químicos e etiquetas de poliéster. “É o primeiro têxtil 100% biodegradável”, explicou Oliver Brunschwiler ao Fast Co.Exist.

Segundo o empresário, a maioria das empresas ainda têm tecido de poliéster nas suas roupas. “Mas o nosso tecido é 100% biodegradável, assim como os botões da camisa, que são feitos de noz. Nas calças, o botão de metal pode ser desaparafusado”, continuou.

Esta colecção surgiu quando a Freitag, conhecida por transformar as lonas dos camiões em malas e mochilas, pretendeu elevar a sustentabilidade dos seus produtos. “O problema é que mesmo as nossas malas, [feitas com materiais reciclados], vão para o lixo quando estiverem velhas. O ciclo não fechou”, explica o responsável.

Parte dos tecidos da marca são made in Portugal

Agora, de acordo com Oliver, ele fica encerrado. O novo tecido é feito através de uma mistura de cânhamo, linho e uma fibra feita a partir de madeira. Os designers decidiram não utilizar algodão, devido à sua grande necessidade de água.

A Freitag começou a trabalhar no projecto em 2011, testando a linha de roupa nos trabalhadores da própria fábrica. Assim, e ainda que a roupa se desfaça em alguns meses depois de ir para compostagem, ela consegue ser bastante resistente durante o seu tempo de vida – sobretudo as gangas. “É muito espessa, um material sólido, resistente a riscos”, continua Oliver.

Outras das novidades é o facto de ela ser totalmente produzida na Europa, e não noutros países normalmente procurados pelas marcas de roupa. “O problema da globalização é que pegamos no algodão que cresce no Louisiana, levamo-lo para a China, onde é lavado e tingido, este regressa ao México, para uma fábrica, e volta à China, onde é cosido. São 45.000 quilómetros antes de alguém sequer o comprar”, conclui.

Assim, o cânhamo e o linho crescem em França, Holanda e Bélgica, os fios vêm da Eslovénia e Itália e os tecidos são made in Itália ou Portugal. A marca não descura, porém, ter uma segunda produção nos Estados Unidos.

CONTINENTE QUER SABER PEGADA DE CARBONO DOS SEUS PRODUTOS

Mäyjo, 24.06.15

Continente quer saber pegada de carbono dos seus produtos

A Sonae iniciou um projecto-piloto de cálculo das pegadas carbónicas e hídricas dos produtos, de acordo com o jornal Hiper Super. Em 2013, explica o jornal, já foi possível calcular as referidas pegadas para produtos seleccionados de peixaria, charcutaria e talho, a título experimental.

Este ano, porém, o projecto estará focado na área de frutas e legumes, seguindo uma metodologia definida: selecção de produtos base a modelar, visitas técnicas a produtores, desenvolvimento de modelos de cálculo e ensaios de consistência para os modelos entretanto desenvolvidos.

“A determinação da pegada de carbono dos produtos permitirá, numa fase posterior, perceber quais as práticas de produção animal e vegetal que libertam mais emissões de gases com efeito de estufa (GEE) e, assim, atuar junto dos produtores, no sentido de minimizar o impacto associado a estes produtos”, explica o jornal.

A Sonae pretende também promover a redução da pegada de carbono, encurtando a distância entre os locais onde as mercadorias perecíveis são produzidas e as lojas. Um projeto-piloto foi iniciado em 2013, através dos produtores de alface locais que efetuam as entregas diretamente a um número limitado de lojas.